O peso da vida

Segunda-feira, 23 de Junho de 2008

Poema Negro


Não é para ninguém ler,
Não é para ninguém...
É escuro e não se pode ver.

Ninguém vê
Que não está escrito.
Anda-me no cérebro
E foi proscrito.

Não é para ninguém achar
Que o escondo remoto em mim.

Se o escrever, rasgo-o, destruo-o
E atiro-o ao mar.

Para ninguém ver,
Para ninguém ler,
Para ninguém achar.

09/06/2008

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