Poema Negro
Não é para ninguém ler,
Não é para ninguém...
É escuro e não se pode ver.
Ninguém vê
Que não está escrito.
Anda-me no cérebro
E foi proscrito.
Não é para ninguém achar
Que o escondo remoto em mim.
Se o escrever, rasgo-o, destruo-o
E atiro-o ao mar.
Para ninguém ver,
Para ninguém ler,
Para ninguém achar.
09/06/2008
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